I ain’t no size two: a sociedade e o preconceito contra o corpo

Vivemos em um sociedade que, mesmo dita tão evoluída e moderna, ainda é repleta de atitudes irracionais e preconceituosas. Nos últimos dias, muitos fatos relacionados ao biotipo físico vêm sendo comentados e estão ganhando destaque em publicações nas redes sociais. O por quê? Muitas mulheres estão assumindo o corpo que tem sem ter vergonha. E a minha pergunta é: o que as outras pessoas tem a ver com isso?

O estopim se deu quando Vanessa Braga, uma menina de 14 anos, desfilou para o concurso Garota Verão, concorrendo pelo munícipio de Canguçu, interior do RS. Ok Gabi, mas qual o problema, ela não estava dentro do regulamento estabelecido? Se fosse isso, eu entenderia… Vanessa tinha entre 14 e 20 anos, era solteira, usou biquíni para desfilar, porém, não era magra como as outras participantes (sendo que no regulamento não consta medida alguma). Ela teve coragem? Talvez, mas algo além, e mais importante que isso, ela teve a inocência e a simplicidade que muitos perderam (e perdem) ao longo da vida. Para mim, Vanessa é vencedora, pois, sem intenção, está fazendo a sociedade repensar.

vanessa

Depois, foi a vez de Fernanda Gentil, uma das apresentadoras da Rede Globo, que decidiu ir à praia e foi fotografada por paparazzis. O que aconteceu? Ela foi matéria em um site que comentava sobre as suas curvas e celulites. O que era pra ser um dia relax se torna estressante para muitos famosos (e pessoas ‘normais’ como nós também).

fernanda Outro fato que também me chamou muita atenção foi o Miss Universo, que aconteceu no último domingo. A linda concorrente da Venezuela, Migbelis Castellanos, também foi alvo de comentário nas redes sociais. Ela era alta, magra, tem um sorriso lindo, mas no desfile de biquíni e traje de Gala foi bombardeada com comentários sobre a sua barriga. O que tinha de errado? Ela não tinha uma barriga ‘negativa’ como algumas das outras Misses.

miss0

Uma amiga minha veio me perguntar o que eu acho sobre os concursos de beleza e qual a serventia. Bom, eu não considero algo extremamente importante, porque eu sei que, infelizmente, não abrange todas pessoas (todos os biotipos, classe social, etnias, estilos). Cada um de nós tem uma beleza singular, e ninguém consegue medir quem é mais bonit@, até porque, além de beleza, cada um tem um gostar único, por isso, não será um concurso que vai determinar quem é a mulher mais bonita do mundo. Porém, não posso negar que eventos como o Miss Universo influenciam muito a nossa sociedade (principalmente com relação a minha área, que é a moda). O que eu acho interessante nesse concurso, no caso, a serventia dele, é o envolvimento que muitas das concorrentes têm com o seu país, o auxílio que conseguem para muitas comunidades, isso é algo importante.

Sabemos que em concursos, como o Garota Verão e o Miss Universo, ainda existe muito preconceito com relação à medidas, à celulite, aos quilinhos a mais, à flacidez. Não sei quando a sociedade vai parar de ‘cultuar’ o corpo e dar mais importância ao caráter e ao intelecto?

Eu assisti ao Miss Universo, as Misses podem até serem bonitas, mas em questão de tino foram horríveis nas respostas das questões (espero que as concorrentes de 2016 façam mais leituras e menos plásticas hahah).

E para terminar esse post, nada melho que a música da Meghan Trainor, All About That Bass…

Beijos amores, e não tenham vergonha do corpo de vocês, tod@s somos lind@s de maneiras diferentes. <

Comments

  1. Gislaine Henemann Barboza says:

    Abaixo a discriminação e que venham as diversidades!!!

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