Curitiba|parte 3: Morretes e Antonina

Demorou, mas saiu!

Último post da sequência sobre a minha viagem para Curitiba, em que vou contar um pouco sobre os 2 últimos dias que passei no Paraná e dar algumas dicas culturais e gastronômicas.

Então, no penúltimo dia da viagem, eu e meus pais deixamos reservado o famoso passeio de trem, um dos mais conhecidos no Brasil e no mundo.

Acordamos cedo e fomos de van até a Rodoferroviária, com uma agência que compramos o pacote.

O passeio custa R$235,00 e está incluso a viagem de trem (com duração de três horas), que vai até Morretes, um lanche da manhã, um almoço (com comida típica), depois um passeio até Antonina e por fim, a volta de van/ônibus para Curitiba (quem quiser, pode voltar de trem, mas é muito cansativo).

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“A Ferrovia Curitiba Paranaguá começou a ser construída em 1880. Mesmo sendo considerada por muitos engenheiros da época de ser impossível de ser construída, foi concluída e 1885. Devidos aos desafios da sua construção, desafios em grande parte por seu trajeto sinuoso pela Serra do Mar, esta ferrovia é considerada uma obra de arte. Com 110 km de extensão que passam pela área mais preservada da Mata Atlântica,com mais de 13 túneis, 30 pontes e vários viadutos. Diariamente há trens partindo de Curitiba para Morretes e, aos domingos vai até Paranaguá. A viagem dura aproximadamente 3 horas na ferrovia de 127 anos de história.” release Rodoferroviária.

Os vagões são de modelos antigos, e cada um diferente do outro. Tem da Coca-cola, tem uns grafitados, temáticos e tem um vagão de luxo, para quem quiser ir de executivo/1ªclasse, super legal! IMG_0872 IMG_0880 IMG_0887 IMG_0897 IMG_0913 IMG_0919

Ao longo do caminho vamos passando por algumas paisagens naturais, como cachoeiras, e algumas antigas estações. Uma delas foi revitalizada, e, atualmente, um dos túneis  onde o trem passava (construído em 1883) foi desativado e transformado em uma Cave de maturação de vinhos e espumantes (lugar onde os vinhos ficam “envelhecendo” por tempo, para que fiquem cada vez mais saborosos). A Cave Colina de Pedras é um espaço Gourmet temático, onde são elaborados diversos pratos para serem degustados com vinhos e espumantes, servidos em um antigo vagão restaurado e transformado em um restaurante cheio de nostalgia.IMG_0928

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Ponte São João, com cerca de 50 metros de altura. Pena que o tempo com muita serração não deixou termos uma boa visibilidade.

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Bom, aqui foi o “tendel”. A estação Marumbi é a única ativa depois de Curitiba, ou seja, apenas depois de 2h30 de viagem foi que vimos outras pessoas e uma estrutura (além, é claro, das pessoas que fazem trilha no meio do mato, e ficam acampados).

Então, quando chegamos, foi uma alegria. Alegria até o momento que a guia turística deu a informação que o nosso passeio foi abortado, ali, depois de cansativas 2h30.

What?? Why?? Pois é, não teríamos como seguir viagem porque um trem de carga desencarrilhou logo à frente, e, além disso, uma senhora estava passando mal em um dos vagões.

Sorte a nossa que tinha outro trem de carga do nosso lado, que estava ali parado, esperando. Aí foi uma função de mais ou menos 1h para trocarem as máquinas desse trem para o nosso, para que pudesse nos “puxar” de volta e nos levar até Curitiba.

Conclusão: foram mais de 6 horas de viagem, para no fim, não conseguirmos conhecer Morretes e Antonina e, ps!, sem almoço. Claro que não tem como julgar alguém, porque realmente foi um imprevisto, e isso pode acontecer. Porém, como foi o meu primeiro passeio de trem, fiquei decepcionadíssima!

Eu esperava ver paisagens mais bonitas, eu esperava algo muito mais encantador e divertido que o passeio de Bento Gonçalves, por exemplo. Foi aí que eu percebi o quanto o Rio Grande do Sul tem lugares, matas e plantas lindas, paisagens incríveis, tudo tão lindo que nada do que eu vi durante o trajeto Curitiba-Morretes me surpreendeu. Mas, foi bom ir e fazer o passeio para eu poder tirar as minhas próprias conclusões. Claro que, como eu disse, eu não julgo e eu posso estar errada, mas é que aconteceram tantas coisas, tantos imprevistos, como a serração e o aborto da viagem, que eu fiquei triste.
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Felizinha, antes de receber a notícia hahaha

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Então, depois de um dia exausto, não tinha mais o que fazer. Ficamos descansando no Hotel e decidimos que iríamos conhecer Morretes e Antonina sim, mas dessa vez de van.

E confesso que foi bem mais legal que o passeio de trem!

Chegando em Antonina, conhecemos uma fábrica de balas de banana, Balas Polar, que é um dos doces mais famosos da região. Tem doces 100% naturais, bala só de banana, bala de banana com goiaba, bala de banana com abacaxi, banana passa, farinha de banana, ou seja, lá vocês encontram tudo com banana!IMG_1048 IMG_1050 IMG_1052 IMG_1055 IMG_1059 IMG_1064

Depois fomos conhecer a parte histórica da cidade. A arquitetura é bem preservada, com um estilo mais rústico, mas tudo bem colorido, com vida e bem cuidado!

Lá tem uma prainha, onde fica a baía antoniense. Fomos até a ponte para ver a paisagem, que mesmo nublada, era bonita! Aaah, quem for pra lá não pode deixar de conhecer e tirar fotos nas ruínas, que fica do outro lado da ponte, em um canto do município.IMG_1078 IMG_1084 IMG_1093 IMG_1100 IMG_1103 IMG_1112IMG_1129

Por fim, chegamos à Morretes e fomos direto para o Restaurante Ponte Velha, experimentar o famoso prato típico da região: o Barreado!

Mas o que é barreado?

Carne fresca, toucinho, tomate, alho, louro e outros temperos (dependendo d@ cozinheir@) são preparados por horas. Dizem que antigamente era feito pelos caboclos, que colocavam a cozinhas embaixo da terra sob um braseiro. O cozimento e preparo mudou um pouco, mas ao final, o barreado ainda é o mesmo. A carne deve ficar no ponto de desfiar facilmente e com bastante caldo, para que seja preparado no prato. Uma concha cheia com carne, uma com caldo e mais ou menos 4 colheres de sopa de farinha para dar a liga. O garçom veio e fez um prato para demonstrar como se fazia e como devia ficar, a ponto de virar o prato na minha cabeça e não cair absolutamente nada hahaha

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Bolinho e molho de camarão, pão, peixe, maionese, vinagrete e banana são servidos de acompanhamento. E, depois, de sobremesa, pedimos Banana Flambada (cozida no caldo de laranja) com sorvete Paviloche.

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Lá tem vários casas de artesanato, mas são mais lembracinhas normais, não vi nada de tão artesanal e diferente.

Porém, tem uma joalheria que fica atravessando a praça e indo em direção ao Rio Nhundiaquara, que vende tanto jóias verdadeiras, com pedras naturais, semijóias e réplicas. Encontrei uns acessórios top lá! Por favor, entrem lá e deem uma olhadinha, vocês vão amar!IMG_1179 IMG_1185 IMG_1205 IMG_1215 IMG_1216 IMG_1221 IMG_1226 IMG_1229

Por fim, voltamos pela estrada da Graciosa, uma das mais famosos por suas suas curvas sinuosas e por atravessar um dos trechos mais preservados da Mata Atlântica e declarada pela UNESCO como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. É um passeio mais bonito que o de trem! Além de ter um pouco de adrenalina, por causa das suas curvas ao longo de 33 km de estrada de paralelepípedos.

Para quem quiser ver como é a estrada, pesquisei esse vídeo bem bonito, feito por motoqueiros, que mostram toda a rota da Graciosa:

Fim! Depois disso, foi hora de dizer bye-bye Curitiba e agradecer aos momentos que passei lá, com os meus pais. A viagem foi incrível, mesmo com os imprevistos, e Curitiba me surpreendeu ainda mais do que eu esperava!IMG_1255

Espero que tenham gostado do post e das dicas!

ps: outra super dica que fomos saber só no fim da viagem é que tem o Leva e Traz, transporte turístico gratuito para hotéis e estabelecimentos conveniados. Ou seja, se você estiver em um hotel conveniado, você pode utilizar esse serviço gratuitamente. Ótimo né?! Entrem no site levaetrazgratis.com.br e confiram!

Bom feriado!

beijos

Comments

  1. Gislaine Henemann Barboza says:

    Hummmm…. Essa viagem têm gostinho de quero mais! E eu queroooo, hehehe… Beijão.

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