A costura do invisível: choque e reflexão

Hey!

A inspiração desta semana fica por conta do inspirador estilista, Jum Nakao, e um dos seus desfiles. Minha intenção é instigar vocês e fazê-los refletir!

No ano de 2004, durante o São Paulo Fashion Week, na edição de verão/05, Jum desenvolveu uma misteriosa coleção, em que utilizou papel vegetal em vez de tecido. Aproximadamente 1.200 pessoas estavam assistindo seu desfile que, em 10 minutos, conseguiu perturbar, libertar, emocionar e causar. Vamos assistir um pouco do que aconteceu?

Moda e arte juntas resultou em uma coleção conceito que, com certeza, foi impactante, principalmente para quem assistiu ao desfile. Foram 700h de trabalho, com mais 100 profissionais auxiliando e 500 quilos de papel vegetal utilizados para a criação dos looks, que foram despedaçados, como um grande espetáculo.

Segundo Jum Nakao, “a destruição, na verdade, não era um fim, era um começo, era o grau máximo desse caos”. Além disso, afirma que “o trabalho não é a coleção, não é a roupa. O trabalho é realmente a relação que a moda estabelece e o pensar que ela gera”.

Camila Perlingeiro, organizadora do livro “46 livros de moda que você não pode deixar de ler”, instiga ainda se teria alguma relação com o preceito budista do desapego, também cita o conceito do pensador alemão, Walter Benjamin, em que ele diz que “a verdadeira obra de arte é única e irreproduzível, como foi o desfile de Jum Nakao.

Para quem se interessou, pode ler o livro “A costura do invisível”, que conta todo o processo de criação dessa coleção de papel vegetal até a sua execução final.

Espero que tenham gostado, e se inspirado <3


Ansiosa! Falta apenas 1 dia para o 10º Colóquio de Moda, e eu não vejo a hora de aprender mais sobre essa área que me inspira tanto.

 

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